Chris Weidman projeta um duelo duro contra Colby Covington no co-main event do UFC RAF 09, em Dallas, e sustenta que a diferença entre os dois deve aparecer, principalmente, no jogo de quedas e controle. Para o ex-campeão do peso-médio, o histórico recente de Covington (duas vitórias) não muda o fato de que ele encara um adversário com credenciais de luta greco e livre mais robustas — e com capacidade de impor ritmo para cansar e “quebrar” o oponente.
Ranqueamento e leitura técnica: credenciais de wrestling em evidência
O confronto acontece neste sábado, no College Park Center, em College Park, Dallas. Weidman fará sua estreia no RAF, enquanto Covington chega invicto no evento, com campanha de 2-0 construída sobre Luke Rockhold e Dillon Danis. Apesar do retrospecto, Weidman afirma que o plano é lembrar Covington de que as bases de wrestling dele são superiores às dos dois nomes que o americano derrotou.
Na avaliação do lutador, o que Covington mostrou até aqui não seria suficiente para superar o que ele considera ser uma transição natural de nível. Weidman diz que, ao analisar os combates contra Rockhold e Danis, enxergou um “single leg” (perna de um só lado) razoável e reconhece que o adversário é duro e com histórico de bom desempenho na luta em pé e no controle. Ainda assim, ele crava que, quando o assunto é wrestling, Rockhold e Danis não estariam no mesmo patamar que o dele.
- Weidman vê Covington com um bom trabalho de perna única, mas considera que faltou amplitude técnica para superar um lutador com mais experiência de base.
- O ex-campeão acredita que a diferença de nível no grappling tende a ficar evidente ao longo do combate, mesmo que Covington tente usar velocidade.
- Weidman reforça que, por ter sido um atleta de destaque no estilo livre e na greco, sua adaptação ao cenário do UFC pode ser determinante.
Velocidade e estratégia: batalha para não “travar” o ritmo
Weidman também não concede a Covington nenhuma vantagem clara — nem mesmo no item que, em teoria, poderia favorecer o desafiante: a velocidade. Para ele, a questão é que a velocidade no wrestling precisa ser demonstrada, e o duelo será a prova real dessa disputa.
O lutador ainda aponta um cenário que considera perigoso para o próprio Covington: a possibilidade de o adversário “estagnar” a luta ou apenas fugir para evitar trocas. Weidman sustenta que, se Covington for para o wrestling, o caminho deve ficar ainda mais difícil, citando tamanho, força e versatilidade em diferentes posições no controle.
Na estratégia, o ex-campeão deixa claro o objetivo de colocar ritmo alto e tentar desgastar o oponente. A ideia seria conduzir o combate de modo que a resistência e a capacidade de impor pressão do grappler pesem no decorrer dos rounds, exatamente como ele descreve que gosta de fazer: acelerar a troca, buscar cansaço e quebrar o adversário com pressão constante.
Próxima luta e impacto no cartel: o que este co-main pode significar
Com Weidman estreando no RAF e Covington chegando após vitórias sobre Luke Rockhold e Dillon Danis, este co-main event ganha peso como confronto de validação. Para o brasileiro, o sentido do jogo é menos “história recente” e mais “nível técnico”: quem conseguir impor controle e ditar a dinâmica deve sair com credibilidade imediata para voos maiores dentro da divisão.
Embora o texto não traga um ranking formal ou uma disputa direta de cinturão atrelada ao evento, a leitura do ex-campeão é de degrau de competição. Ele entende que Covington está diante de um adversário consideravelmente acima do que enfrentou nas lutas anteriores, e coloca isso como base para justificar o favoritismo na capacidade de wrestling — não apenas no ataque a quedas, mas também no controle em posições variadas.
Weidman ainda faz questão de detalhar sua experiência: ele relata ter sido múltiplo campeão All-American no estilo livre, além de ter competido em greco no ensino médio. O lutador também diz que, em 2008, treinou para os Jogos Olímpicos, período em que afirma ter convivido e treinado com atletas de alto nível no estilo livre, fortalecendo ainda mais sua bagagem para o combate.
- Weidman posiciona o duelo como um teste de nível real para Covington, especialmente no grappling.
- Ele aposta que a própria força física, o repertório de posições e a experiência no estilo livre/greco podem reduzir as chances do rival.
- O confronto tende a servir como referência imediata para os próximos passos de ambos no cartel, já que o vencedor deve consolidar o status dentro do planejamento da divisão.
Com isso, o co-main event do UFC RAF 09 em Dallas se desenha como um confronto em que Weidman quer transformar sua base de luta em argumento central: impor ritmo, buscar desgaste e provar que a diferença no wrestling é um abismo difícil de atravessar, mesmo para um adversário que chega invicto após triunfos recentes.

