Anthony Smith acredita que Josh Hokit precisa aprimorar sua forma de lidar com o jogo quando enfrentar adversários de um nível ainda mais alto no peso-pesado do UFC.
Depois de emplacar uma vitória explosiva em abril sobre Curtis Blaydes, um triunfo apontado como um dos candidatos a “Luta do Ano”, Hokit volta ao octógono para encarar outro nome que já esteve perto do cinturão: Derrick Lewis. O confronto acontece no UFC Freedom 250, em 14 de junho, na Casa Branca, em Washington, D.C. Hokit chega com cartel de 9-0 no MMA e 3-0 no UFC, enquanto Lewis tem 29-13 no MMA e 20-11 na organização.
Mesmo com apenas três lutas no octógono, Hokit é visto como favorito nas casas de apostas para o duelo contra Lewis, que carrega o maior número de vitórias por nocaute na história do UFC. Dentro do cage, ele parece ter ferramentas importantes, mas fora dele sua imagem é bastante dividida. Ainda assim, Smith enxerga ameaça real para o adversário.
Smith quer mais luta agarrada e menos “incêndios”
Em entrevista, Smith afirmou que gostaria de ver o lutador trabalhando mais o lado de wrestling e evitando entrar com tanta frequência em trocação perigosa. Ele destacou que seria melhor conseguir vitórias dominantes sobre adversários de topo sem acumular o mesmo tipo de dano. Para Smith, Hokit tem um teto alto de evolução.
Segundo Smith, o ponto que mais o preocupa em relação ao potencial final do lutador está justamente no acúmulo de pancadas. O tamanho da amostra na experiência dele no UFC ainda é curto, mas, caso a luta contra Blaydes seja um indicativo do que pode acontecer dali em diante, a durabilidade passa a ser um fator ainda mais determinante.
A idade pode ser o melhor trunfo — ou o maior risco
Com 28 anos, Hokit pode ter como principal vantagem a idade, ou como maior fraqueza, dependendo do caminho que seguir. No ranking mais recente de peso-pesado, ele aparece na 14ª posição. Já Lewis está no número 12. Ou seja, além de estar entre os mais jovens no top 15, o brasileiro de referência na disputa — no caso, o próprio Hokit — tem diferença considerável para o rival: são 13 anos a menos em relação ao lutador mais bem posicionado.
Trocação pode levar ao topo, mas manter o cinturão é outro desafio
Smith não descarta que Hokit consiga subir no ranking na base do enfrentamento e da troca franca, chegando até a conquistar um título. Entretanto, ele ressalta que segurar o cinturão ao longo do tempo é uma tarefa completamente diferente.
“Ele me deixa nervoso”, disse Smith. “Eu gosto do Hokit. Gosto de tudo nele. Não sou necessariamente um grande fã do que ele faz fora do contexto — do ‘gimmick’ —, mas se ele lutar do jeito que lutou contra o Blaydes, pode falar o que quiser. Dá para fazer o que você quiser desde que lute assim. Só que, lutando dessa forma, você nem precisa dizer muita coisa. Então eu não sou um grande fã do gimmick, mas também não vou diminuir a vontade de ninguém.”
Na sequência, Smith reforçou a questão da exposição: “Ele leva muita pancada. O Jimmy Smith me falou: ‘caras que sofrem muito dano no caminho até o título vão ter dificuldade para aparecer nas lutas pelo cinturão e para vencer títulos’”.

