Ex-lutador do UFC, Jordan Griffin, vive um momento raro na carreira: apesar de estar atualmente em serviço ativo nas forças armadas dos Estados Unidos, ele busca voltar ao octógono o quanto antes — com a chance de disputar um prêmio que pode mudar sua vida.
O veterano de 36 anos está em uma missão militar neste momento, mas já garantiu seu retorno ao trabalho dentro das lutas ao assinar um acordo para participar do torneio de meio-leves do Gamebred FC. A competição tem início marcado para 1º de maio, em Miami, e o vencedor leva uma premiação milionária: US$ 500 mil (500 mil dólares), valor que Griffin define como transformador não apenas para ele, mas principalmente para sua família.
Griffin reconhece que marcar uma luta enquanto ainda está em serviço é um risco, já que ele não terá a preparação completa de um camp inteiro dedicada somente ao MMA. Ainda assim, ele afirma que a oportunidade acabou sendo grande demais para ficar de fora, especialmente considerando o tamanho do prêmio em jogo.
Em entrevista, Griffin explicou que, mesmo tendo conquistado objetivos fora do esporte, ele não considera sua trajetória encerrada. Ele também comentou o desejo de voltar da implantação militar e entrar diretamente no torneio para resolver a luta com uma finalização, garantindo que consiga retornar para casa com o filho e com dinheiro no bolso — desde que, antes, consiga bater a meta de peso na cerimônia oficial.
Griffin também relembrou seu último compromisso no MMA, que aconteceu em 2024. Na ocasião, ele venceu Travis Karppinen com nocaute ainda no primeiro round, resultado que encerrou uma sequência negativa de quatro derrotas consecutivas. Essa série ruim vinha desde suas duas últimas aparições no UFC.
Nos últimos tempos, ele tem se dedicado quase que totalmente à carreira militar. Mesmo assim, ao enxergar a possibilidade de retornar com algo tão relevante em disputa — e com o torneio oferecendo um impacto financeiro gigantesco — Griffin admite que não conseguiu recusar.
O lutador acredita ainda que o serviço nas forças armadas pode, na prática, funcionar como um preparo extra para um torneio tão imprevisível quanto o que ele está prestes a encarar. O Gamebred FC foi relançado recentemente com um card estruturado em formato de torneio, reunindo atletas em duas categorias: meio-pesados e leves. Griffin já está escalado para enfrentar outro veterano do UFC, Kurt Holobaugh, no dia 1º de maio.
Ao detalhar sua decisão de entrar no Exército, Griffin afirmou que o objetivo era servir ao país e adquirir novas habilidades enquanto também concluía os estudos. Durante o período de missão, ele conseguiu finalizar 42 créditos acadêmicos e projeta a conclusão do curso em ciência e tecnologia da informação, com formação prevista para novembro de 2026. Ele também comentou que tem base em segurança cibernética.
Por fim, Griffin ressaltou que valores aprendidos no esporte profissional aparecem com força na rotina militar. Entre eles, ele citou responsabilidade, união entre companheiros e a necessidade de se colocar além dos limites que, muitas vezes, a pessoa nem sabia que tinha. Segundo o lutador, essas bases influenciam sua forma de pensar, o jeito de se mover e como ele encara situações adversas em qualquer contexto da vida.

